Terça-feira, 23 de Março de 2010

Vítima de Violência Doméstica. O que pode fazer?

Se é vítima de violência doméstica:

Deixar de ser um segredo é o primeiro passo para deixar de ser um problema.
Procure apoio. Existem diversos serviços de apoio e organizações que podem ajudá-la a enfrentar este problema e a procurar a sua resolução.

Serviços de apoio disponíveis:- Linha Nacional de Emergência Social - 144
É um serviço público gratuito, de âmbito nacional, com funcionamento contínuo e ininterrupto para protecção e salvaguarda da segurança dos cidadãos em situação de Emergência Social – 24 horas por dia, 365 dias por ano

- Serviço de Informação às vítimas de violência doméstica – 800 202 148
É um serviço gratuito, funciona 24 horas por dia e é anónimo e confidencial. Esta linha tem funcionários especialmente formados para atendimento de vítimas de violência doméstica, que dão apoio com informação sobre os direitos das vítimas, apoio psicológico, indicam os recursos de apoio que existem e onde se dirigir.

- APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima – 707 20 00 77
A APAV presta apoio emocional e apoio especializado de forma gratuita e confidencial às vítimas. A linha telefónica funciona das 10h às 13h e das 14h às 17h. No site da organização encontra conselhos úteis sobre o que fazer em situação de emergência : http://www.apav.pt/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=59&Itemid=84

- AMCV – Associação Mulheres contra a Violência – 21 380 21 65
A AMCV dispõe de serviços de apoio que incluem um Centro Anti-Violência que presta assistência gratuita nas seguintes áreas: atendimento telefónico especializado, atendimento e acompanhamento individual, aconselhamento jurídico, emprego apoiado, apoio psicológico, grupos de ajuda mútua e refúgios. Mais informação em www.amcv.org.pt

- UMAR – União Mulheres Alternativa e Resposta – 21 294 21 98 (Almada)
22 202 50 48 (Porto); 296 283 221 (S. Miguel – Açores)
A UMAR dispõe de diversos serviços a nível nacional assim como uma Linha Telefónica SOS Mulher, gerida pela UMAR - Açores.
Os serviços prestados variam de local para local. Para mais informaçõe consulte: http://www.umarfeminismos.org/violencia/apresenta.htm

Apresente queixa:
Dirija-se a uma esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP), posto da Guarda Nacional Republicana (GNR), piquete da Polícia Judiciária (PJ) ou directamente junto dos Serviços do Ministério Público para apresentar queixa criminal e exigir um documento comprovativo da queixa ou denúncia efectuada;
Leve consigo os seus elementos de identificação (bilhete de identidade, passaporte ou outro).

Pode também optar por apresentar queixa por via electrónica, através do Ministério da Administração Interna:
https://queixaselectronicas.mai.gov.pt/sqe.aspx?l=PT#

Se é amigo ou familiar de uma vítima de violência doméstica ou se presenciou um crime desta natureza:

Lembre-se que a violência Doméstica é um crime público, o que significa que qualquer pessoa que tenha conhecimento do crime o pode denunciar, não estando a instauração do processo dependente de queixa por parte da vítima.
No entanto, envolva-a nesta decisão.
Incentive-a a procurar apoio e informação. Apoie a vítima neste processo – um dos principais obstáculos à denúncia é o isolamento. Partilhar o problema pode ser o primeiro passo para a diminuição do sofrimento e contribuir para a sua erradicação. É fundamental procurar perceber se a sua denúncia, no momento e no modo como for feita, não vai agravar a situação da vítima.

Porque a violência doméstica não pode ser um segredo!

O contributo da Amnistia Internacional

A Amnistia Internacional não presta assistência directa a vítimas de violência doméstica, pois não está no nosso método de trabalho, esta forma de intervenção. No entanto, convictos de que uma das origens da violência doméstica se prende com comportamentos e atitudes enraizadas na sociedade, promovemos esta campanha de sensibilização que se dirige às mulheres em particular e à sociedade em geral.
Pretendemos com esta iniciativa sensibilizar a população e dar voz a cada mulher afectada por este tipo de violência. Queremos que estas situações sejam denunciadas e não vividas em silêncio. Acreditamos que parte da resolução dos problemas de violência doméstica passa pela sua denúncia e maior visibilidade. Um melhor conhecimento da situação ajuda certamente a encontrar soluções.

No âmbito da violência contra as mulheres realizamos inúmeras acções de promoção e sensibilização; investigação e estudos na área da Violência Doméstica sobre a Mulher; identificação e encaminhamento de casos de violência sobre as mulheres; acções de sensibilização pública; acções de Educação para os Direitos Humanos, nomeadamente sobre a discriminação com base no género e apelos e acções junto de governos.

11 comentários:

  1. Parabéns por seu texto!

    ResponderEliminar
  2. ola chamo me maria e gostava de fazer uma denucia o meu marido trata me mal e hoje foi um desses dias gostava de ir enbora mas nao tenho como ir sou desempregada so quero ajuda

    ResponderEliminar
  3. Cara maria,

    Obrigada pelo seu testemunho. Saiba que nos pode contactar directamente através do 213 861 652 (10h às 18h30) ou enviar email para partilheoseusegredo@gmail.com. Por estes meios poderá ter mais privacidade. Se quiser identifique-se ou deixe-nos o seu contacto para que possamos responder-lhe ou esclarecê-la sobre o que pode fazer.

    Se pretender vir à sede da AI é na Av. Infante Santo 42, 2º andar (Lisboa, autocarros: 720, 738, junto à CUF).

    Pode ainda recorrer a outros serviços de apoio e organizações que podem ajudá-la a enfrentar este problema e a procurar a sua resolução.

    Serviços de apoio disponíveis:

    - Linha Nacional de Emergência Social - 144
    É um serviço público gratuito, de âmbito nacional, com funcionamento contínuo e ininterrupto para protecção e salvaguarda da segurança dos cidadãos em situação de Emergência Social – 24 horas por dia, 365 dias por ano

    - Serviço de Informação às vítimas de violência doméstica – 800 202 148
    É um serviço gratuito, funciona 24 horas por dia e é anónimo e confidencial. Esta linha tem funcionários especialmente formados para atendimento de vítimas de violência doméstica, que dão apoio com informação sobre os direitos das vítimas, apoio psicológico, indicam os recursos de apoio que existem e onde se dirigir.

    - APAV – Associação Portuguesa de Apoio à Vítima – 707 20 00 77
    A APAV presta apoio emocional e apoio especializado de forma gratuita e confidencial às vítimas. A linha telefónica funciona das 10h às 13h e das 14h às 17h. No site da organização encontra conselhos úteis sobre o que fazer em situação de emergência : http://www.apav.pt/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=59&Itemid=84

    - AMCV – Associação Mulheres contra a Violência – 21 380 21 65
    A AMCV dispõe de serviços de apoio que incluem um Centro Anti-Violência que presta assistência gratuita nas seguintes áreas: atendimento telefónico especializado, atendimento e acompanhamento individual, aconselhamento jurídico, emprego apoiado, apoio psicológico, grupos de ajuda mútua e refúgios. Mais informação em www.amcv.org.pt

    - UMAR – União Mulheres Alternativa e Resposta – 21 294 21 98 (Almada)
    22 202 50 48 (Porto); 296 283 221 (S. Miguel – Açores)
    A UMAR dispõe de diversos serviços a nível nacional assim como uma Linha Telefónica SOS Mulher, gerida pela UMAR - Açores.
    Os serviços prestados variam de local para local. Para mais informaçõe consulte: http://www.umarfeminismos.org/violencia/apresenta.htm

    Apresente queixa:
    Dirija-se a uma esquadra da Polícia de Segurança Pública (PSP), posto da Guarda Nacional Republicana (GNR), piquete da Polícia Judiciária (PJ) ou directamente junto dos Serviços do Ministério Público para apresentar queixa criminal e exigir um documento comprovativo da queixa ou denúncia efectuada;
    Leve consigo os seus elementos de identificação (bilhete de identidade, passaporte ou outro).

    Pode também optar por apresentar queixa por via electrónica, através do Ministério da Administração Interna:
    https://queixaselectronicas.mai.gov.pt/sqe.aspx?l=PT#

    Espero que possamos ajudar na resolução do seu problema.

    AI Portugal

    ResponderEliminar
  4. Olá. Quem escreve é uma filha desesperada que já está farta de saber que a sua mãe é vítima de violência doméstica pelo seu pai. Ele é um canalha e depois diz que a culpa é da minha mãe. Sou casada e não aguento mais esta situação.Já falei com o meu pai, mas nada adiantou.Ela está desempregado, mas também não está nada preocupado em procurar trabalho que é o que ele precisa neste momento. Enquanto o desemprego der e não for chamado para lado nenhum, não vai deixar a minha mãe em paz. Diz que ela tem amantes mas na realidade que a traíu foi ele muitas vezes e não se lembra das merdas que fez.Agora ela é que tem que aguentar com isto? Jó o ameacei que chamo a guarda, mas parece que nada resulta. A minha mãe também não faz nada porque tem uma filha de 8 anos e ele ameaça-a que a leva. Não sei o que hei-de fazer mais para que esta situação mude. Eu quando era solteira também levei muito, mas nunca tive medo dele. Sempre o enfrentei. Preciso de um conselho para ajudar a minha mãe. O meu pai só pensa em dinheiro. é daquelas pessoas que quanto tem, quanto vai. Não pensa no dia de amahã. A minha mãe é que paga quase as dívidas todas e ainda tem que lhe dar dinheiro porque o dele não chega. ele é capaz de gastar 200 euros por dia. Não pode continuar assim. Ajudem-me. Obrigada.

    ResponderEliminar
  5. ola,eu sou vitima de violencia domestica,psicologicamente,estou mal,alem do meu marido,tambem a ex-mulher me ataca,manda bater usam armas,e o meu marido nao faz nada ainda me trata mais mal ainda,preciso de ajuda urgente,nao sei onde me hei-de derigir,pois trabalho ganho o ordenado e minimo,e eu preciso de sair de casa,mas nao sei para onde ir,e nem por onde começar.ajudem-me.por favor.932621939

    ResponderEliminar
  6. Boa tarde, gostava de denunçiar um caso de violência doméstica praticado por dois filhos e um marido a uma vizinha que se encontra em estado critico e a precisar de ajuda, a mulher em causa não pode ser mais uma das estatisticas no mundo em que vivemos.Agradeço a vossa atençaõ para este caso. a morada é na rua professor Bismark 179 3º eaq. 4420-482 Gondomar o seu nome é Elisa

    ResponderEliminar
  7. Agradecia que todos os homens e mulheres que vissem este site ficassem com o peso na consciência e melhorassem os seus actos...


    Obrigado, pela vossa atenção! =)

    ResponderEliminar
  8. Sou vitima de violência por parte da minha mãe e irmã mas nunca apresentei queixa por medo e por não ter para onde ir. Tenho quase 30 anos mas infelizmente a minha situação profissional não me permite sair de casa. Não sei que fazer pois esta situação tornou se insustentável e um inferno que se agravou desde há 5 anos atrás.

    ResponderEliminar
  9. Fui agredida fisicamente pelo o meu marido pelo pai das minhas filhas no dia 20 de Março de 2011...
    Fui ao hospital mas n mostrei os ferimentos...
    Não apresentei queixa...
    Continuo a ser vitma de violencia psicologica e as minhas filhas também por parte dele...
    O que devo fazer???

    ResponderEliminar
  10. Por favor, preciso de ajuda! sou casada a quase tres anos e meu marido já me bateu tres vezes;;; estou com o coraçao desesperado tenho dois filhos, uma menina de 10 anos e um bebezinho de uma aninho! nao sei o que fazer nao tenho pra onde ir! preciso de socorro, ajudam-me por favor, nao tenho ninguem!

    ResponderEliminar
  11. tive uma relação violenta de 4 anos em que fui posta fora de casa três vezes,abusada de toda a maneira, contraído doença venèrea e tendo abortado forçada por ameaça.Não vivo há dois anos,Mas não consegui desligar me da pessoa!Hoje humilhou me uma última vez com as palavras à entrada da sua porta de casa quando fui ter com ele: "o que queres?, alguém te convidou? "á frente de uma filha adulta que tenho vindo a ajudar e criança de dois anos.todo o sofrimento se condensou ali.Por isso escrevo, porque agora é que vou sofrer.sei que chegou ao fim, mas preciso libertar - me de um homem que foi mais que mau carácter ,foi um abusador. E preciso de ajuda sim!Porque estou em Almada sózinha, sou uma pessoa que viveu toda a vida numa aldeia e que tem que ficar em Almada mais um ano e recuperar da experiência de violência.Mas preciso de ajuda.Tive cancro, um filho com problemas mentais durante cinco anos, mas estes 4 anos foram os piores da minha vida.E AGORA É que vou ter que fugir desta pessoa, não a ver mais etc e preciso de apoio.Uma mulher

    ResponderEliminar

Deixe o seu comentário, denúncia, opinião. Ou escreva para partilheoseusegredo@gmail.com. Obrigado.